{"id":1224,"date":"2014-04-07T19:22:43","date_gmt":"2014-04-07T19:22:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pequenabiografiadedesejos.com.br\/?p=1224"},"modified":"2023-02-19T02:47:47","modified_gmt":"2023-02-19T02:47:47","slug":"curitiba-em-livros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/?p=1224","title":{"rendered":"Curitiba em livros"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Para Andr\u00e9, Curitiba em livros&#8221; \u00e9 o t\u00edtulo da coluna do jornalista da Gazeta do Povo Jos\u00e9 Carlos Fernandes. Ele presenteia um colega rec\u00e9m-chegado a Curitiba com uma lista de autores e obras que revelam, cada um a seu modo, facetas, trejeitos e atmosfera da capital paranaense. <em>Pequena biografia de desejos<\/em> entrou na lista.\u00a0Abaixo, o texto integral. Se quiser ler o original, basta <span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"http:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/colunistas\/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=1457631&amp;tit=Para-Andre-Curitiba-em-livros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">clicar aqui<\/a><\/span>.<\/p>\n<h4>Jos\u00e9 Carlos Fernandes<\/h4>\n<div>\n<p>Arte: Felipe Lima<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"Arte: Felipe Lima \/ \" src=\"http:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/midia\/tn_280_651_ilustra_livros_280314.jpg\" alt=\"Arte: Felipe Lima \/ \" \/><\/p>\n<\/div>\n<h3>Para Andr\u00e9, Curitiba em livros<\/h3>\n<p><tt>Publicado em 28\/03\/2014\u00a0|\u00a0JCFERNANDES@GAZETADOPOVO.COM.BR<\/tt><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"psdotexto\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O jornalista Andr\u00e9 Amorim \u2013 rec\u00e9m-chegado do Recife e em via de fazer de Curitiba o seu pedacinho de ch\u00e3o \u2013 me perguntou o que ler para conhecer o nosso imagin\u00e1rio. Fiquei com cara de Bolacha Maria. Penso que o apavorei, o que \u00e9, dizem, uma das nossas armadilhas. Antes do pedido, fal\u00e1vamos sobre peculiaridades da flora e da fauna locais, lendas e costumes dos pinheirais, experi\u00eancias antropol\u00f3gicas nos subterr\u00e2neos da imigra\u00e7\u00e3o, entre outros eufemismos para tratar do jeit\u00e3o curitibano, um assunto mais valorizado nessas plagas do que o \u201cmal-estar da civiliza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedi um tempo para pensar na lista de livros. Procurei um santo para me acudir. A primeira ajuda veio do colega de of\u00edcio Rog\u00e9rio Galindo, um tipo que d\u00e1 bom dia, fala com estranhos, respeita filas, mas n\u00e3o vai a festas \u2013 n\u00e3o que a gente saiba. Aos fatos. Galindo, um curitibano cordial, pronto se abalou at\u00e9 um sebo e comprou para o rec\u00e9m-chegado um exemplar de <em>Em busca de Curitiba perdida<\/em>, de Dalton Trevisan. De presente. Pelo tamanho do viral que agora se forma, em breve nosso forasteiro receber\u00e1 uma biblioteca completa, em la\u00e7o de fita, doada por estranhos de boa cepa. As colabora\u00e7\u00f5es s\u00f3 crescem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jornalista ponta-grossense Irin\u00eao Netto \u2013 homem de letras \u2013, sugere que se coloque no cesto\u00a0<i>O filho eterno<\/i>, do catarinense Cristov\u00e3o Tezza. Estranhei a dica, pois n\u00e3o vejo a cidade sapateando no enredo. No que fui lembrado das passagens em que o narrador se emputece no tr\u00e2nsito, um cl\u00e1ssico. Tomara nossas pr\u00e1ticas de mobilidade n\u00e3o sejam a tradu\u00e7\u00e3o de nossa alma. O curitibano Lu\u00eds Henrique Pellanda, que vai de Dalton, tamb\u00e9m destaca Tezza, autor que nos seus dizeres mostra \u201cuma Curitiba espremida entre a luz e a sombra\u201d. Recomenda\u00a0<i>O fot\u00f3grafo<\/i>\u00a0e\u00a0<i>Trapo<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora lapiana Cassiana Lacerda, mulher ilustrada, diz que leitura obrigat\u00f3ria para quem quer se iniciar nas nossas lides ainda \u00e9 <em>O<\/em><i>\u00a0Vampiro de Curitiba<\/i>, de Dalton Trevisan, com folga o autor mais citado do tiroc\u00ednio. No que devemos dizer am\u00e9m, incluindo no ranking os deliciosos\u00a0<i>Cantares de Sulamita<\/i>, uma especiaria que Lars von Trier iria degustar \u00e0 sombra. Quem n\u00e3o leu n\u00e3o viveu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mais, a gente aqui nasce, cresce, cada vez tem mais shoppings pra visitar, mas n\u00e3o h\u00e1 rem\u00e9dio: n\u00e3o saramos da s\u00edndrome de Nelsinho, esse tipo fadado a correr atr\u00e1s do pr\u00f3prio rabo. Mas chega de m\u00e1goa \u2013 amanh\u00e3 tem jogo no Atl\u00e9tico, Roberto Carlos na Pedreira e risoto em homenagem ao Poty Lazzarotto no Passeio P\u00fablico. Resta-nos algum charme passadista \u2013 Curitiba tem perfume de Acqua Velva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre os autores citados por Cassiana, destaquemos o cult\u00edssimo Nestor Victor, o controvertido Wilson Martins, o safo Jamil Snege, o bo\u00eamio Paulo Leminski, nenhum deles lembrado pela catedr\u00e1tica com esses adjetivos, \u00e9 verdade, mas todos azeitados por uma recomenda\u00e7\u00e3o. Muitos s\u00e3o os autores que falam da cidade, mas nenhum d\u00e1 conta do expediente. Em mi\u00fados, se Andr\u00e9 levar adiante seu prop\u00f3sito de nos decifrar pela literatura, vai ter de ler pra caramba. Inclua-se na tarefa os nov\u00edssimos Lu\u00eds Henrique Pellanda, de\u00a0<i>N\u00f3s passaremos em branco<\/i>\u00a0e\u00a0<i>Asa de Sereia<\/i>, e Cezar Tridapalli, de\u00a0<i>Pequena biografia de desejos<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cezar Tridapalli, o pr\u00f3prio, indica Luiz Felipe Leprevost, Rog\u00e9rio Pereira, Luci Collin&#8230; Seu\u00a0<i>casting<\/i>\u00a0tem poucas oferendas aos orix\u00e1s de sempre. Pellanda, ele mesmo, ledor de\u00a0<i>Lamenta\u00e7\u00f5es da Rua Ubaldino<\/i>\u00a0e outros petiscos, pede licen\u00e7a e coloca na roda um Paulo Leminski \u2013\u00a0<i>Ensaios e anseios cr\u00edpticos\u00a0<\/i>\u2013; e um Wilson Bueno, o das noites sujas de\u00a0<i>Di\u00e1rio vagau<\/i>. Mas alerta que Jamil Snege \u00e9 fundamental. No que \u00e9 seguido pelo belavistense Miguel Sanches Neto, autoridade no assunto. Tratar dessa cidade \u00e9 falar de ex\u00edlio, solid\u00e3o, lugares que pedem a muni\u00e7\u00e3o pesada das cr\u00f4nicas de\u00a0<i>Como tornar-se invis\u00edvel em Curitiba<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tempo. Andr\u00e9, Jamil era um sarro. Voc\u00ea vai querer ler tamb\u00e9m\u00a0<i>Como eu se fiz por si mesmo<\/i>\u00a0e perguntar o que tamb\u00e9m nos perguntamos feito bestas: por que diabos o Brasil inteiro n\u00e3o cultua o cara. Ah, em caso de qualquer tristeza, leia a cr\u00f4nica\u00a0<i>Curitiba, a fria<\/i>. \u00c9 de 1967 e foi escrita por um conterr\u00e2neo seu, o pernambucano Fernando Pessoa Ferreira. \u00c0 \u00e9poca, os ofendidos com o gracejo chegaram a pedir que Pessoa fosse impedido de pisar nas nossas divisas. D\u00e1 para acreditar? Mas isso \u00e9 passado e treva. Bem-vindo, guri. E se agasalhe.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Para Andr\u00e9, Curitiba em livros&#8221; \u00e9 o t\u00edtulo da coluna do jornalista da Gazeta do Povo Jos\u00e9 Carlos Fernandes. 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