{"id":1473,"date":"2014-09-29T19:37:32","date_gmt":"2014-09-29T19:37:32","guid":{"rendered":"http:\/\/cezartridapalli.com.br\/?p=1473"},"modified":"2023-02-19T02:44:30","modified_gmt":"2023-02-19T02:44:30","slug":"1473","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/?p=1473","title":{"rendered":"Lado L: entrevista para o Literatsi"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista concedida a Luiz Fernando Cardoso, do site de livros e literatura Literatsi. O conjunto de entrevistas denominado Lado L come\u00e7ou com o escritor Santiago Nazarian e seguiu com as escritoras Paula F\u00e1brio, Cristina Lasaitis e Luisa Geisler. Fui o quinto autor da s\u00e9rie e pude falar sobre escrita e leitura, com perguntas bastante desafiadoras. Abaixo, a \u00edntegra da entrevista, que pode ser vista no site original <span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"http:\/\/www.literatsi.com\/entrevista\/lado-l-5-cezar-tridapalli\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">clicando-se aqui<\/a><\/span>.<\/p>\n<h2><\/h2>\n<h2><a href=\"http:\/\/www.literatsi.com\/category\/entrevista\/\" rel=\"category tag\">ENTREVISTAS<\/a><\/h2>\n<div>\n<h1>Lado L 5: Cezar Tridapalli<\/h1>\n<p>Autor de\u00a0<i>O beijo de Schiller<\/i>, Cezar Tridapalli fala sobre suas leituras, a cena liter\u00e1ria de Curitiba e se a escola estimula ou n\u00e3o o h\u00e1bito da leitura<\/p>\n<div>Luiz Fernando Cardoso\u00a0\u2013 27\/09\/2014<\/div>\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.literatsi.com\/images\/entrevistas\/cezar-tridapalli.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"721\" \/><\/div>\n<h5>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Paulo Henrique Camargo.<\/h5>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p>Em\u00edlio Meister \u00e9 um escritor famoso e bem-sucedido. Durante uma viajem pelo litoral catarinense, ele e a esposa s\u00e3o sequestrados por um rapaz armado. Esse acontecimento faz Em\u00edlio perceber que sua rotina de classe m\u00e9dia \u00e9 oca e vazia, uma vida de apar\u00eancias e m\u00e1scaras. Ao inv\u00e9s de fugir de seu sequestrador, o escritor \u201cadota\u201d o jovem criminoso e o leva para sua casa.<\/p>\n<p>Meister \u00e9 protagonista do romance\u00a0<em>O beijo de Schiller<\/em>, escrito pelo paranaense Cezar Tridapalli. Com este livro, Tridapalli recebeu o Pr\u00eamio Minas Gerais de Literatura de 2013. Formado em Letras pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), com mestrado em Estudos Liter\u00e1rios pela mesma institui\u00e7\u00e3o, Cezar trabalhou como professor. Mas, em 2005, saiu da sala de aula ao perceber que a atividade de professor de literatura atrapalhava as sua leituras. Atualmente Tridapalli coordena em um col\u00e9gio jesu\u00edta de Curitiba um projeto que faz a interface entre m\u00eddia e educa\u00e7\u00e3o. Na entrevista a seguir, Cezar Tridapalli fala sobre suas leituras, a cena liter\u00e1ria de Curitiba e se a escola estimula ou n\u00e3o o h\u00e1bito da leitura.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea est\u00e1 lendo atualmente?<\/strong><\/p>\n<p>Acabei de ler\u00a0<em>Altos voos e quedas livres<\/em>, do ingl\u00eas Julian Barnes. E comecei\u00a0<em>A vez de morrer<\/em>, da escritora carioca Simone Campos, com quem conversei em um evento de lan\u00e7amento do livro em Curitiba. Depois, pretendo come\u00e7ar o\u00a0<em>Flores artificiais<\/em>, do Luiz Ruffato. S\u00e3o esses tr\u00eas livros, portanto, que est\u00e3o no meu raio mais recente de leituras.<\/p>\n<p><strong>O que te chama mais a aten\u00e7\u00e3o em um livro: a hist\u00f3ria ou a forma como ela \u00e9 contada?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a cl\u00e1ssica quest\u00e3o do di\u00e1logo entre forma e conte\u00fado. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil \u2013 e talvez, nem mesmo desej\u00e1vel \u2013 separar uma coisa de outra. \u00c9 dif\u00edcil algum leitor de romances abrir m\u00e3o de uma boa hist\u00f3ria, mas essa boa hist\u00f3ria tem muito a ver com o modo de ser contada.\u00a0<em>Altos voos e quedas livres<\/em>, por exemplo, que eu citei acima, \u00e9 um bom exemplo. Eu comecei o livro e, depois da primeira parte, pensei: n\u00e3o era bem isso que eu precisava ler no momento. Eram umas hist\u00f3rias sobre balonismo e tal. Eu s\u00f3 continuei porque ele narra muito bem. No final, n\u00e3o me arrependi, pois ele faz um fechamento pungente para aquela hist\u00f3ria que de in\u00edcio n\u00e3o era o que eu estava esperando. A forma de uma igreja barroca, por exemplo, \u00e9 tamb\u00e9m seu conte\u00fado. Com livros talvez d\u00ea para fazer uma compara\u00e7\u00e3o parecida. Um bom jeito de contar ser\u00e1 capaz de deixar qualquer hist\u00f3ria interessante. O enredo de\u00a0<em>Dom Casmurro<\/em>tem muito de novela de televis\u00e3o, mas a linguagem machadiana transforma a hist\u00f3ria em biscoito fino. O bom fot\u00f3grafo faz um ensaio bel\u00edssimo numa sala fechada e cinza, capturando texturas e \u00e2ngulos inusitados. Um mau fot\u00f3grafo pode ter paisagens exuberantes diante de si e n\u00e3o conseguir sair do lugar-comum. Relendo minha resposta, acho que estou tendendo mais para o lado da forma, n\u00e9?<\/p>\n<p><strong>Um personagem precisa de quais caracter\u00edsticas para ser marcante?<\/strong><\/p>\n<p>Eu pensei aqui em dois extremos: os personagens que causam identifica\u00e7\u00e3o e os que causam estranhamento. Podemos ser afetados por ambos os tipos. Aqueles com os quais nos identificamos s\u00e3o capazes de nomear de forma elaborada o que pensamos e sentimos, mas que sempre nos pareceu difuso, sem uma ordena\u00e7\u00e3o discursiva. Eles nos fazem enxergar a n\u00f3s mesmos, mas no outro, na exterioridade, como se pud\u00e9ssemos nos ver de fora. E os que nos causam estranhamento alargam nosso jeito de ver o mundo, fazendo-nos perceber que existem outras maneiras de pensar, ser, estar e agir no mundo.<\/p>\n<p><strong>Quando percebe que n\u00e3o est\u00e1 gostando de um livro, voc\u00ea o abandona ou continua lendo at\u00e9 o fim?<\/strong><\/p>\n<p>As duas experi\u00eancias j\u00e1 aconteceram e at\u00e9 agora eu n\u00e3o consegui perceber qual \u00e9 meu padr\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 se sentiu na obriga\u00e7\u00e3o de gostar de um livro, mas acabou n\u00e3o gostando dele?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, algumas vezes. Mas nem sempre culpo o livro. Tenho mod\u00e9stia suficiente para saber que o problema pode estar comigo (parece fim de relacionamento, quando n\u00e3o queremos magoar a outra pessoa: \u201co problema n\u00e3o \u00e9 voc\u00ea, sou eu\u201d). Tem vezes tamb\u00e9m que o autor \u00e9 t\u00e3o sensacional que, quando vamos ler o pr\u00f3ximo livro dele, com a expectativa l\u00e1 em cima, a gente se frustra, afinal era apenas um livro espetacular, mas se esperava algo ultramegaespetacular.<\/p>\n<p><strong>Quem ou o qu\u00ea despertou o seu interesse pela literatura?<\/strong><\/p>\n<p>Vamos por fases: com sete anos,\u00a0<em>O cachorrinho samba na floresta<\/em>, da Maria Jos\u00e9 Dupr\u00e9. Com onze anos,\u00a0<em>O m\u00e1gico desinventor<\/em>, do Marco T\u00falio Costa, e\u00a0<em>O g\u00eanio do crime<\/em>, do Jo\u00e3o Carlos Marinho. L\u00e1 pelos treze ou quatorze,\u00a0<em>A ilha misteriosa<\/em>, do Julio Verne, e, tamb\u00e9m dele,\u00a0<em>Viagem ao centro da Terra<\/em>. Depois, j\u00e1 na faculdade, tive aulas com o professor Paulo Venturelli, respons\u00e1vel por me colocar definitivamente nesse caminho da leitura.\u00a0<em>Crime e castigo<\/em>, no primeiro ano da faculdade de Letras, foi outra refer\u00eancia. Esses foram alguns dos meus despertadores.<\/p>\n<p><strong>As premia\u00e7\u00f5es recebidas por um livro influenciam a sua decis\u00e3o de ler ou n\u00e3o determinado t\u00edtulo?<\/strong><\/p>\n<p>Premia\u00e7\u00e3o propriamente dita n\u00e3o, mas boas cr\u00edticas em jornal sim.<\/p>\n<p><strong>O brasileiro l\u00ea pouco ou l\u00ea mal? A escola estimula ou desestimula a leitura?<\/strong><\/p>\n<p>Esses termos no singular (\u201co\u201d brasileiro, \u201ca\u201d escola) s\u00e3o complicados porque somos muitos e diversos, e as escolas tantas e t\u00e3o diferentes. Mas vou tentar: acho que lemos muito as conversas das redes sociais, os e-mails, as placas, as manchetes dos jornais etc. Mas lemos poucos livros, e isso os\u00a0<em>Retratos da Leitura no Brasil<\/em>\u00a0(2007 e 2011) j\u00e1 apontaram. E os \u00edndices de analfabetismo funcional tamb\u00e9m s\u00e3o desanimadores, pois existem muitas pessoas que n\u00e3o t\u00eam habilidade lingu\u00edstica para decodificar um par\u00e1grafo com n\u00edvel m\u00e9dio de dificuldade. As brigas nos facebooks da vida, bem como os coment\u00e1rios toscos dos leitores nos portais de not\u00edcias, se d\u00e3o em boa parte por uma incr\u00edvel incapacidade de interpretar textos e entender ironias. Quanto \u00e0 escola, que dizer? A maioria sai meio traumatizada, mas eu s\u00f3 passei a gostar de ler depois que passei pela t\u00e3o criticada lista de leitura obrigat\u00f3ria, na quinta s\u00e9rie. Para mim, funcionou, mas muito porque a curadoria dos t\u00edtulos oferecidos parecia muito bem feita. Se o professor for leitor (uma premissa aparentemente t\u00e3o b\u00e1sica), j\u00e1 damos um bom passo para que a escola d\u00ea sentido \u00e0s leituras. O aluno tem que sacar tamb\u00e9m que leitura pode dar trabalho e n\u00e3o pode ser comparada aos entretenimentos di\u00e1rios, que n\u00e3o cobram esfor\u00e7o, mas tamb\u00e9m d\u00e3o muito pouco em troca al\u00e9m da divers\u00e3o instant\u00e2nea.<\/p>\n<p><strong>Em sua opini\u00e3o, como est\u00e1 a cena liter\u00e1ria na cidade de Curitiba? Quais os seus escritores favoritos?<\/strong><\/p>\n<p>Parece que o neg\u00f3cio est\u00e1 fervendo. Gente atirando (e atirando bem) para todos os lados: o caminho da publica\u00e7\u00e3o por editoras, as autopublica\u00e7\u00f5es, a publica\u00e7\u00f5es on-line etc. A cidade tem uma fama de ser autof\u00e1gica, mas eu n\u00e3o vejo assim. Falamos de n\u00f3s mesmos. Ainda acho que temos poucos leitores para tanta coisa boa sendo produzida, mas \u00e9 apenas uma impress\u00e3o, n\u00e3o tenho nenhum dado. Quanto aos favoritos, essa \u00e9 a tal da pergunta complicada. No romance, gosto do Cristov\u00e3o Tezza; na cr\u00f4nica, fico com o Lu\u00eds Henrique Pellanda; na poesia, com o Marcelo Sandmann, o Ivan Justen e o Ricardo Pozzo; no conto, o Dalton Trevisan, o Marcio Renato dos Santos e o Paulo Venturelli. Mas h\u00e1 muitos que eu ainda n\u00e3o li. E, claro, estou deixando de fora outros tantos, para n\u00e3o ficar muito grande a lista ou por esquecimento, o que vai me causar um surto de arrependimento e mal-estar depois. Mas \u00e9 a vida.<\/p>\n<p><strong>Curitiba tem tradi\u00e7\u00e3o em revistas e jornais liter\u00e1rios. A cidade \u00e9 ber\u00e7o de publica\u00e7\u00f5es importantes como\u00a0<em>Nicolau<\/em>,\u00a0<em>Joaquim<\/em>,\u00a0<em>C\u00e2ndido\u00a0<\/em>e\u00a0<em>Rascunho<\/em>. Como voc\u00ea explica esse fato? Dos peri\u00f3dicos liter\u00e1rios que est\u00e3o em circula\u00e7\u00e3o hoje, voc\u00ea \u00e9 leitor ou colaborador de algum?<\/strong><\/p>\n<p>Eu j\u00e1 estava esquecendo o\u00a0<em>Nicolau<\/em>, ainda bem que voc\u00ea me lembrou, pois ele teve papel importante na minha adolesc\u00eancia, quando eu ia \u00e0 Biblioteca P\u00fablica do Paran\u00e1. Eu n\u00e3o entendia a import\u00e2ncia dele naquele momento, mas curtia ler o que sa\u00eda. Quanto \u00e0 profus\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias, eu n\u00e3o saberia explicar, mas sei que ainda existem, al\u00e9m das que voc\u00ea citou, a revista\u00a0<em>MAPA<\/em>, a\u00a0<em>Arte e Letra Est\u00f3rias<\/em>, a\u00a0<em>Jandique<\/em>, o\u00a0<em>RelevO<\/em>\u00a0e ainda devo estar esquecendo outras. N\u00e3o sou colaborador fixo de nenhuma, mas j\u00e1 saiu texto meu em algumas dessas revistas e jornais.<\/p>\n<p><strong>Em seu romance\u00a0<em>O beijo de Schiller<\/em>, o protagonista \u00e9 um escritor sequestrado por um pivete e mantido como ref\u00e9m na pr\u00f3pria casa. Tendo um escritor como personagem principal, o livro fica mais atraente para o leitor? Na sua opini\u00e3o, quais as melhores obras com protagonistas escritores?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o sei se esse motivo deixa o livro mais atraente. Na verdade, \u00e9 at\u00e9 perigoso usar esse recurso porque alguns v\u00e3o dizer que \u00e9 um recurso-clich\u00ea. Eu sabia disso antes de escrever e corria risco duplo, j\u00e1 que meu primeiro livro, o\u00a0<em>Pequena biografia de desejos<\/em>, tamb\u00e9m j\u00e1 trazia um protagonista que tinha aspira\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias, embora fosse totalmente diferente do protagonista de\u00a0<em>O beijo de Schiller<\/em>. Mas eu tinha a hist\u00f3ria na cabe\u00e7a e n\u00e3o deixaria de escrev\u00ea-la apenas porque essa ideia de metafic\u00e7\u00e3o poderia ser considerada um lugar-comum. \u00c9 chav\u00e3o? Ent\u00e3o tudo bem, deixa eu tentar escrever esse chav\u00e3o do meu jeito. Corri o risco. Gosto de\u00a0<em>Trapo<\/em>, do Cristov\u00e3o Tezza, que traz um protagonista poeta. A autobiografia romanceada do Coetzee, em\u00a0<em>Juventude<\/em>, tamb\u00e9m \u00e9 bem legal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista concedida a Luiz Fernando Cardoso, do site de livros e literatura Literatsi. 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