{"id":752,"date":"2011-12-30T16:58:41","date_gmt":"2011-12-30T16:58:41","guid":{"rendered":"http:\/\/pequenabiografiadedesejos.com.br\/?p=752"},"modified":"2023-02-19T02:52:39","modified_gmt":"2023-02-19T02:52:39","slug":"entre-os-melhores-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/?p=752","title":{"rendered":"Na lista dos preferidos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #040404;\">Em duas oportunidades, <em>Pequena biografia de desejos<\/em> aparece no rol do que foi produzido de melhor em 2011. O cineasta Eduardo Baggio e a jornalista Mariana Sanchez fizeram suas listas. Acompanhe:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\">Eduardo Baggio:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\">J\u00e1 que \u00e9 mote de fim de ano falar o que de melhor aconteceu, a\u00ed v\u00e3o minhas impress\u00f5es sobre 2011:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\">Melhor filme: &#8220;Pater&#8221;, dirigido Alain Cavalier e \u201cVou rifar meu cora\u00e7\u00e3o\u201d, da diretora Ana Rieper<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> Melhor filme curto: &#8220;Ovos de dinossauro na sala de estar&#8221;, do Rafael Urban<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> Melhor livro: &#8220;Pequena Biografia de Desejos&#8221;, do Cezar Tridapalli<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> Melhor pe\u00e7a: &#8220;Os Altru\u00edstas&#8221;, texto de Nicky Silver e dire\u00e7\u00e3o de Guilherme Weber<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> Melhor programa de r\u00e1dio: &#8220;<\/span><a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=1631925732\"><span style=\"color: #040404;\">Radiocaos<\/span><\/a><span style=\"color: #040404;\">&#8221; <\/span><a rel=\"nofollow noopener\" href=\"http:\/\/www.radiocaos.com.br\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #040404;\">www.radiocaos.com.br<\/span><\/a><span style=\"color: #040404;\"> (esse acho que \u00e9 o melhor de sempre e pra sempre)<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> Melhor CD: &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 cortina do s\u00f3t\u00e3o&#8221;, do ru\u00eddo\/mm<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> Melhor clipe: Beastie Boys &#8211; Fight for your right <\/span><a rel=\"nofollow noopener\" href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=evA-R9OS-Vo\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #040404;\">www.youtube.com\/watch?v=evA-R9OS-Vo<\/span><\/a><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> Melhor show: Sonic Youth (SWU) e Wolf People (Roundhouse)<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> Melhor programa\u00e7\u00e3o geral: as dos Sescs de SP<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\">J\u00e1 Mariana Sanchez, em seu <\/span><a href=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #040404;\">www.orelhadolivro.com.br<\/span><\/a><span style=\"color: #040404;\">, destaca a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria paranaense em 2011. Fala de <em>Pequena biografia de desejos<\/em> e tamb\u00e9m da FLIM, a Festa Liter\u00e1ria do Medianeira, evento com curadoria geral de Cezar Tridapalli. Confira abaixo a reprodu\u00e7\u00e3o integral do post.<\/span><\/p>\n<div>\n<h2><a title=\"Permanent Link to 2011 e a literatura feita aqui\" rel=\"bookmark\" href=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/2011\/12\/29\/2011-e-a-literatura-feita-aqui\/\"><span style=\"color: #040404;\">2011 e a literatura feita aqui<\/span><\/a><\/h2>\n<\/div>\n<div><span style=\"color: #040404;\">Por Mariana Sanchez \u00a0 \u00a0 \u00a0 category: <\/span><a title=\"Ver todos os posts em livro\" rel=\"category tag\" href=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/category\/livro\/\"><span style=\"color: #040404;\">livro<\/span><\/a><\/div>\n<p><span style=\"color: #040404;\">2011 foi um ano bem especial para a literatura paranaense e tudo o  que gira em torno dela:\u00a0testemunhamos o nascimento do jornal da  Biblioteca P\u00fablica do Paran\u00e1, o simp\u00e1tico <strong>C\u00e2ndido<\/strong>, e o renascimento do projeto<strong> Um Escritor na Biblioteca<\/strong>; aplaudimos a conquista de dois pr\u00eamios Jabuti por dois curitibanos &#8211; na verdade, um deles radicado aqui -, <strong>Dalton Trevisan e Jos\u00e9 Castello<\/strong>; presenciamos a estreia da <strong>FLIM<\/strong>, como ficou conhecida a Festa Liter\u00e1ria do Col\u00e9gio Medianeira; conhecemos a nova livraria<strong> Arte e Letra<\/strong> e a primeira <strong>livraria Cultura de Curitiba<\/strong> &#8211; o para\u00edso distribu\u00eddo em tr\u00eas andares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\">Mas, para mim, o ano n\u00e3o teria o menor sentido sem a leitura destes livros:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/manual-de-putz-leprevost.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" title=\"manual-de-putz-leprevost\" src=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/manual-de-putz-leprevost.jpg\" alt=\"\" width=\"144\" height=\"216\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\"><em><strong> <\/strong><\/em><em><strong>Manual de putz sem pesares<\/strong><\/em>, de Luiz Felipe Leprevost (Editora Medusa, 2011)<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> \u201cPara mariana, meus pequenos filminhos de terror\u201d. Essa foi a  dedicat\u00f3ria que o Leprevost escreveu na primeira p\u00e1gina do livro, antes  de entreg\u00e1-lo para mim, numa tarde de janeiro no Lucca Caf\u00e9, antiga sede  da Livraria Arte e Letra &#8211; mas poderia ter sido no Chuvaim\u00f3vel Caf\u00e9. E  os 30 contos que ele nos apresenta s\u00e3o exatamente isso: filminhos de  terror, na melhor atmosfera pulp: mistura de filme noir com  pornochanchada brasileira. Sim, a cl\u00e1ssica literatura de banheiro, e o  que h\u00e1 de errado nisso? Afinal, \u201ch\u00e1 momentos em que tudo o que um cara  precisa \u00e9 um pouco de pinga, coca e dan\u00e7a er\u00f3tica\u201d, como diz o conto  hom\u00f4nimo dessa colet\u00e2nea safada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/amanha-com-sorvete.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" title=\"amanha-com-sorvete\" src=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/amanha-com-sorvete.jpg\" alt=\"\" width=\"165\" height=\"236\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\"><em><strong>Amanh\u00e3. Com sorvete!<\/strong>, de Assionara Souza (7 Letras, 2010)<\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> Ok, o livro \u00e9 do ano passado. Mas meu primeiro contato com ele foi em  abril de 2011, durante uma das leituras do projeto EntreMundos. Ou seja,  antes de ler eu OUVI o texto de Assionara em voz alta, e \u00e9 como devem  ser lidos estes contos incrivelmente po\u00e9ticos, sonoros, sensoriais. De  Caic\u00f3 a Curitiba, onde vive h\u00e1 mais de 2 d\u00e9cadas, Assionara imprimiu um  estilo \u00fanico \u00e0 literatura \u201cfeita aqui\u201d. Seu texto tem sabor, como um  delicioso sorvete, provocando sensa\u00e7\u00f5es diferentes a quem prov\u00e1-lo com a  ponta da l\u00edngua. Os contos \u201cAmoras frescas\u201d e \u201cDentro da coisa\u201d t\u00eam  aquele tom melanc\u00f3lico sem perder o fino humor, como nos filmes da  Miranda July. Por sinal, cinema aqui n\u00e3o falta. A come\u00e7ar pela divertida  ep\u00edgrafe do Jim Jarmusch.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/ocupado-esturilho.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" title=\"ocupado-esturilho\" src=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/ocupado-esturilho.jpg\" alt=\"\" width=\"192\" height=\"156\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\"><em><strong>Ocupado<\/strong>, de Adriano Esturilho (Editora Medusa, 2011)<\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> Cole\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias curtas, sonoras, fragmentadas, experimentais,  ambientadas em Curitiba, situadas entre a ins\u00f4nia e o pesadelo. Esp\u00e9cie  de Georges Perec local, Esturilho cria uma obra onde a forma \u00e9  revolucion\u00e1ria, an\u00e1rquica e muito mais importante que o conte\u00fado. Para  al\u00e9m do elaborado jogo de palavras, a nostalgia do Concretismo e do rock  oitentista, Ocupado \u00e9 uma jornada madrugada adentro pela cidade  \u201cpseudo-cosmopolita\u201d, onde as not\u00edcias mais desgra\u00e7adas sempre chegam  por telefone.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/pequenabiografiadedesejos.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" title=\"pequenabiografiadedesejos\" src=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/pequenabiografiadedesejos.jpg\" alt=\"\" width=\"132\" height=\"196\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\"><em><strong>Pequena biografia de desejos<\/strong>, de Cezar Tridapalli (7 Letras, 2011)<\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> \u00danico romance da lista, o livro do Tridapalli \u00e9 uma das melhores  estreias liter\u00e1rias que j\u00e1 tive o prazer de ler. Maduro, profundo,  envolvente e bem escrito s\u00e3o algumas das qualidades dessa pequena  biografia, que narra a hist\u00f3ria do porteiro Desid\u00e9rio, aspirante a  escritor. E agora voc\u00ea deu um longo suspiro, achando tedioso e  previs\u00edvel o fato de um livro de estreia tratar do pr\u00f3prio ato da  escrita. V\u00e1 por mim, a obra \u00e9 excelente, cr\u00edtica, questionadora e cheia  de sensibilidade. E mais que isso eu n\u00e3o digo, porque em breve sai a  resenha que escrevi pra revista ler &amp; Cia ;D<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/nos-passaremos.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" title=\"nos-passaremos\" src=\"http:\/\/www.orelhadolivro.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/nos-passaremos.jpg\" alt=\"\" width=\"159\" height=\"240\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #040404;\"><em><strong>N\u00f3s passaremos em branco<\/strong>, de Lu\u00eds Henrique Pellanda (Arquip\u00e9lago editorial, 2011)<\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #040404;\"> Um dos \u00faltimos que li neste ano, e \u00e9 como se fosse um presente: o novo  do Pellanda \u00e9, para mim, o grande livro de 2011. Entre 2009 e 2010, o  autor publicou suas narrativas \u00e0s quintas-feiras no site <\/span><a href=\"http:\/\/www.vidabreve.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #040404;\">Vida Brev<\/span><\/a><span style=\"color: #040404;\">e,  que encerrou em 2011. As melhores cr\u00f4nicas foram selecionadas, algumas  reescritas, outras renomeadas &#8211; uma acrescentada &#8211; e, agora, aparecem  lado a lado neste volume. Lidas em sequ\u00eancia, elas formam o painel mais  aut\u00eantico, atual e sombriamente po\u00e9tico de Curitiba, como um dia o fez  Dalton Trevisan. Tudo acontece ali, entre as pra\u00e7as Os\u00f3rio e Santos  Andrade, onde se espalham personagens invis\u00edveis, demon\u00edacos,  ordin\u00e1rios: o homem com a menina no colo, os chupa-latas, o velho  evang\u00e9lico de coturnos, os fantasmas que assombram um edif\u00edcio da \u00c9bano  Pereira, a Pequena Sereia da Boca Maldita. Flanar pelo centro da cidade  nunca mais vai ser como antes, depois de ler as cr\u00f4nicas do Pellanda.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em duas oportunidades, Pequena biografia de desejos aparece no rol do que foi produzido de melhor em 2011. O cineasta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":766,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[61],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/752"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=752"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/752\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2687,"href":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/752\/revisions\/2687"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/766"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cezartridapalli.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}